27 de jul de 2012

O Yoga e as fases da Lua

 

 

Tanto os dias de Lua Cheia quanto os dias de Lua Nova são considerados "feriados" para os praticantes de Ashtanga Vinyasa Yoga. Os alunos dessa e de algumas outras práticas abstêm-se praticar. Qual é o motivo por trás disso?

Como tudo que é formado por  água (o ser humana é aproximadamente 70% água), somos afetados pelas fases da Lua. As fases são determinadas pela posição desse satélite em relação ao Sol. A Lua Cheia acontece quando eles estão em oposição e a Lua Nova, quando estão em conjunção. Tanto o Sol quanto a Lua exercem uma força gravitacional sobre a Terra. Suas posições relativas criam experiências energéticas diversas que podem ser comparadas com o ciclo da respiração. A energia da Lua Cheia corresponde ao final da inspiração, quando a força do prana é máxima. É uma força expansiva e direcionada para cima, que nos faz sentir energéticos e emotivos, mas não muito aterrados. As Upanishads (textos clássicos da escola Vedanta) dizem que o prana principal se localiza na cabeça.

Durante a Lua Cheia tendemos a ficar mais obstinados e teimosos.

A energia da Lua Nova corresponde ao final da expiração, quando a força de apana é mais forte. Apana é uma força de contração e direcionada para baixo que nos faz sentir calmos e aterrados, mas densos e avessos a esforço físico.

Agricultores recomendam o plantio de sementes durante a Lua Nova, quando a força para criar raízes é mais forte. Já para transplantar, a Lua Cheia é mais favorável, quando a força de florescimento é mais forte.

A prática contínua do Yoga nos deixa mais antenados aos ciclos naturais. Respeitar os dias de Lua é uma forma de reconhecer e honrar os ritmos da natureza para vivenciarmos em maior harmonia com eles.


Por Tim Miller

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